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domingo, 13 de abril de 2014

A GESTÃO DO TEMPO


O TEMPO DE ESTUDO

É natural e até saudável que um estudante ocupe parte do seu tempo com a música, o esporte ou o convívio social. Mas o estudante que deseja preparar o seu futuro tem de consagrar também uma boa parcela de tempo aos estudos.
O estudo e as outras ocupações podem ser conciliados. Ninguém precisa de renunciar à vida para ser bom estudante. Cabe a cada um optar e estabelecer a sua escala de prioridades, isto é, fazer uma gestão racional do tempo, dedicando a cada tarefa o tempo que ela merece.
Um jovem com metas ambiciosas terá sempre de investir mais tempo no estudo do que nas outras ocupações.

Se compararmos o rendimento de duas pessoas com capacidades intelectuais semelhantes, veremos que vai mais longe aquela que dedica mais horas ao estudo.
Acontece até que muitos estudantes de ritmo lento (tipo «tartaruga») chegam a superar colegas rápidos (tipo «lebre»), só porque começam mais cedo e são mais regulares na sua corrida.
É desejável que se dê ao estudo individual um mínimo de 10 horas, em média, por semana. Mas claro que não basta gastar muitas horas em frente dos livros e dos cadernos. Devem investir-se no estudo as horas mais rentáveis e fazer pausas, sempre que necessário. Igualmente importante é cuidar do local de trabalho. Apenas um lugar calmo, arrumado e confortável permite a concentração e o melhor aproveitamento do tempo dedicado ao estudo.

AS HORAS MAIS RENTÁVEIS


O estudo é uma atividade «ciumenta» que exige as melhores horas do dia. Quais são essas horas? Cada pessoa tem os seus ritmos biológico e intelectual próprios. Muitos fatores entram em jogo: o temperamento, os hábitos individuais e as condições exteriores. Não se pode generalizar em excesso. Assim, compete ao estudante observar-se e descobrir as suas horas mais rentáveis, as horas em que, por norma, se sente com mais energia e capacidade de assimilação.

As horas mais rentáveis devem ser aproveitadas para «atacar» em força o trabalho difícil. O trabalho mais fácil ou interessante pode ser deixado para ocasiões de menos energia.
Há dois momentos pouco recomendáveis para grandes esforços intelectuais: depois de refeições pesadas e antes de dormir.
Logo a seguir a uma refeição mais pesada, a capacidade de concentração diminui. A digestão física é inimiga das digestões intelectuais. Por isso se recomendam refeições ligeiras antes de grandes esforços, como, por exemplo, a realização de uma prova de avaliação.
Também antes de dormir deve ser evitado o esforço intelectual intenso, porque perturba o sono e acaba por prejudicar o equilíbrio físico indispensável ao rendimento escolar. Pouco antes de dormir, convirá executar apenas simples trabalhos para casa (T.P.C.), recomendados pelos professores, ou fazer uma revisão ligeira da matéria já aprendida.

PAUSAS NOS ESTUDOS


Quando se está há muito tempo com a mesma tarefa, quando a atenção começa a divagar ou quando se emperra numa dificuldade, é vantajoso fazer uma pausa no trabalho. Aproveitando o fim de um capítulo, o estudante pode fazer um intervalo ou mudar de assunto.

FAZER INTERVALOS

Para aprender é necessário empenhar-se com entusiasmo, durante um tempo mínimo (cerca de meia hora), mas não se deve forçar até «estourar o motor».
Quanto tempo seguido se deve trabalhar? Tudo depende da matéria e da capacidade do indivíduo. Os especialistas aconselham o estudo em «pequenas etapas», em pequenos períodos de esforço intenso e concentrado. De vez em quando, será útil prolongar o trabalho por várias horas. Mas, habitualmente, três horas com um ou dois intervalos rendem mais do que três horas seguidas. A regra geral pode ser esta: dez minutos de intervalo por cada hora de estudo.
Pequenos intervalos de repouso facilitam a aprendizagem e a memorização.
Várias experiências confirmam que, por exemplo, para memorizar listas de vinte números de igual dificuldade, um indivíduo precisa de ler, em média, onze vezes, se não fizer intervalos. Em contrapartida, se fizer paragens de dez minutos entre cada leitura, precisará apenas de ler cinco vezes...
Nos curtos períodos de intervalo, o estudante pode levantar-se, passear um bocado ou fazer alguns exercícios físicos. São de evitar todas as atividades que distraiam ou desmobilizem, como ver televisão. Durante o tempo de estudo, mesmo nos pequenos intervalos, a televisão, facebook e afins devem merecer «cartão vermelho».

MUDAR DE ASSUNTO

Para quebrar a monotonia e evitar a saturação, o estudante tem duas hipóteses: ou faz um intervalo, como já dissemos, ou muda de assunto.
Uma nova tarefa ou o estudo de uma disciplina diferente podem estimular o interesse, despertar a atenção e fazer subir o rendimento.
Cuidado, porém! É inconveniente mudar para outra disciplina semelhante à que se estava a estudar, porque isso irá causar confusões. Estudar, sem intervalos de descanso, disciplinas de tipo semelhante, na forma ou no conteúdo (por exemplo, Inglês e Francês), perturba a retenção e favorece o esquecimento. Matérias parecidas interferem umas com as outras, «atrapalham-se» mutuamente.
Conteúdos diferentes (por exemplo, História e Matemática) são mais facilmente aprendidos
e recordados, porque há menos interferências
Para confirmar o que foi dito, basta dar um exemplo com números de telefone: é mais fácil a confusão entre 362331 e 363123 do que a confusão entre 362331 e 544080, porque os primeiros números são muito semelhantes. Intercalar matérias diferentes no estudo é um processo de evitar a fadiga sem perder o rendimento.

A EFICÁCIA DE UM PLANO DE ESTUDOS

Um processo simples que permite aproveitar melhor o tempo é elaborar um horário semanal para o estudo.
Interessa um horário realista que se ajuste às necessidades individuais e possa ser cumprido. O horário deve ser flexível e ter em conta, em cada semana, os compromissos inadiáveis das várias disciplinas. Para não esquecer esses compromissos (trabalhos para casa ou testes), o melhor será usar uma agenda.
Não é fácil fazer nem cumprir um horário, mas vale a pena tentar. O horário não é uma prisão ou uma «camisa de forças», de onde não se possa fugir. O horário é um guia que leva o estudante a trabalhar com regularidade. O trabalho regular (de preferência, todos os dias, às mesmas horas, no mesmo local) representa um exercício de autodisciplina e uma segurança contra imprevistos.

O EXERCÍCIO DA AUTODISCIPLINA

Um estudante que obedece a um horário aprende a disciplinar-se. Não faz apenas o que lhe apetece, quando tem disposição. Não é escravo dos caprichos ocasionais. Não cede tão facilmente às tentações do exterior. Concentra-se e cumpre, em cada momento, a tarefa que impôs a si próprio: «agora estudo, logo farei outras coisas...». A autodisciplina é um trunfo fundamental para o sucesso nos
estudos e na vida. Uma pessoa metódica e organizada poupa tempo e energias. Os bons hábitos, adquiridos agora, rendem juros elevados no futuro.

SEGURANÇA CONTRA IMPREVISTOS

Há sempre jovens pouco estudiosos que gostam de criticar os colegas mais trabalhadores, como se estudar fosse pecado. A esses jovens trocistas é oportuno lembrar a velha história da cigarra e da formiga. O trabalho pode implicar alguma dose de sacrifício, mas traz as suas recompensas. O trabalho regular é a única prevenção eficaz contra a fadiga, as confusões e o medo sofridos por quem guarda o estudo para a última hora

ATIVIDADES EXTRA-ESCOLARES

Um estudante que se preza dá prioridade ao trabalho escolar. Isso não significa que viva afogado em obrigações, que seja «escravo do dever» e sacrifique todas as ocupações extra-escolares. A escola não é, nem pretende ser, a única coisa existente na vida de uma pessoa.

A questão está em saber selecionar as atividades (desportivas, culturais ou sociais) mais apropriadas para aproveitar os tempos livres, os fins-de-semana e as férias, de modo a não desperdiçar inutilmente as horas. Praticar esportes? Frequentar cinemas? Ver televisão? Dedicar-se à leitura, à fotografia, à música ou à dança? Fazer coleções? Integrar-se num clube ou numa associação? Meter-se num grupo de ação social? Depende dos gostos, do tempo disponível e, por vezes, das possibilidades econômicas.


EM RESUMO
Se deseja gerir bem o seu tempo

  • Estabeleça prioridades.
  • Dê a cada atividade da sua vida o tempo que ela merece.
  • Aproveite as suas horas de maior energia para  «atacar» o trabalho mais difícil.
  • Não prolongue demasiado os períodos de esforço intelectual.
  • Faça pequenos intervalos de descanso.
  • Evite estudar duas disciplinas de conteúdos semelhantes, uma a seguir à outra.
  • Esforce-se por ter um local de estudo calmo, arrumado e confortável.
  • Elabore um horário pessoal que o ajude a estudar com regularidade.
  • Escolha ocupações extra-escolares que favoreçam a saúde, o convívio e o contato com o mundo do trabalho.

(Extraído do livro APRENDER A ESTUDAR - António Estanqueiro)













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