Exercício 01: Aplicação direta da definição de velocidade média.
Exercício 02: Lembre-se que uma fórmula na física é usada para fornecer o valor de uma grandeza ( representada na fórmula por uma letra ) quando se é fornecido o valor das demais grandezas da fórmula ( as demais letras ). Use a fórmula da velocidade média para calcular a distância.
Exercício 03: Pela definição de velocidade média o que devemos levar em conta é apenas o instante de tempo inicial ( ou a posição inicial ) e o instante de tempo final ( ou a posição final ).Nesse exercício, só importa a chegada e a partida. O que acontece no meio não interessa. Use a definição de intervalo de uma grandeza. Use a transformação de unidades da página 11.
Exercício 04: Note que para o movimento uniforme a velocidade média não é a média das velocidades em cada trecho do caminho. Temos aqui dois trechos. Para cada um é fornecida a velocidade média e a distância. Use a definição de velocidade média para calcular o tempo gasto em cada trecho e depois some as partes e calcule a velocidade média do trecho total.
Atenção: Não use a notação decimal. Use as frações. você vai notar que facilita os cálculos.
Exercício 05: Para os itens "a" e "b" é só olhar a equação horária.Para o item "c" use também a equação horária e calcule.
Exercício 06: Uma atitude importante para resolver com facilidade um exercício de física: Faça um desenho ( esquema ) e não se esqueça de marcar o referencial. Só com um referencial estabelecido é que as equações podem ser usadas. Note que temos duas equações e três incógnitas. Não é possível resolver, temos que procurar uma terceira equação. Note que ao se encontrarem os carros ocupam a mesma posição. Logo Sa = Sb ( pronto, temos a terceira, use-a!! ). Agora o sistema tem solução.Use Sa ou Sb para calcular a distância. Faça as contas!!!!
Correção do gabarito: Ficou faltando a distância do encontro: 30 m.
Exercício 07: Lembre-se: o gráfico existe para fornecer informações. Logo, use o gráfico, não faça contas. No item "b" use o gráfico, pelo instante de tempo 5 segundos. No item "c" use o método das tangentes.
Exercício 08: Faça a transformação da página 11 para km/h e depois lembre-se que 01 dia = 1/24 horas.
Exercício 09: Faça uma regra de três ( 100 m está para 10 s assim como "x" metros está para 600 s ).
Exercício 10: Faça um desenho e coloque o referencial. Note que a velocidade é negativa, ou seja, o objeto está se movimentando para a origem. Lembre-se ainda que "S" é a posição não uma distância. Use a equação horária.
Exercício 11: Use a definição de velocidade média. Uma dica: nas contas deixe o resultado na forma de fração. Subtraia as frações e só depois passe para minutos.
Exercício 12: Use a definição de velocidade média ( 8 min = 2/15 h ). Faça uma regra de três e calcule quantos litros é gasto por quilômetro, depois inverta a fração ( 0,25 = 1/4 ).
Exercício 13: Use a dica que está no texto do exercício.
Exercício 14: O som é uma onda portanto o ângulo de incidência e de reflexão do som na parede são iguais logo o triângulo PJG é isósceles e JP = PG. Pelo teorema de Pitágoras PJ é 50 m. Use a definição de velocidade média e calcule o tempo que o som leva para atingir o goleiro pelos dois caminhos.Lembre-se que no item "b" pede-se o intervalo de tempo entre o som e o eco. Logo faça a diferença entre os intervalos calculados.
Note que as distâncias foram medidas com dois algarismos significativos. Portanto arredonde os resultados também para dois algarismos significativos.
Exercício 15: Note que o menor caminho é aquele onde não há "retorno" tanto na horizontal como na vertical ( veja o exemplo ). Veja que durante esse "menor caminho" é percorrida uma distância equivalente a duas vezes o perímetro de cada retângulo.
Este blog foi feito para os alunos do Pré-Vestibular Social, para que possamos através dele passar mais conteúdos para vocês alunos, ou enriquecer os conteúdos apresentados em sala com simulações, músicas, videos, etc. Esperamos que o nome do blog "PASSEI!!!" seja o grito dado por cada um de vocês no dia do resultado do vestibular que vocês prestarem.
domingo, 13 de abril de 2014
O seu perfil de estudante
Verifique o seu perfil de estudante, respondendo, com toda a sinceridade, ao teste abaixo.
Responda «SIM» ou «NÃO» as perguntas que melhor corresponde ao seu caso particular. Não ceda à tentação de assinalar o que acha preferível, mas apenas o que, de fato, se passa consigo.
Apesar de não oferecer rigor científico, este simples teste pode ajudá-lo a refletir sobre os seus hábitos de estudo, individual e em grupo.
PERGUNTAS
1 - Acontece-lhe, com frequência, ser surpreendido pela falta tempo para preparar as suas provas de avaliação?
2 - Tem o hábito de fazer o seu horário pessoal de estudo?
3 - Dedica ao estudo individual mais de cinco horas, em média, por semana?
4 - Necessita de estímulos (prêmios ou castigos) para cumprir os seus deveres?
5 - Desanima facilmente perante uma tarefa mais complexa?
6 - Desinteressa-se pelas disciplinas que não correspondem as suas motivações ou expectativas?
7 - Procura, sempre que possível, a colaboração dos colegas mais motivados e mais responsáveis?
8 - Comparece nas aulas, muitas vezes, sem o material de trabalho indispensável (livros, cadernos, etc.)?
9 - Consegue escutar com atenção um professor, mesmo quando ele é menos comunicativo?
10 - Dispensa-se, frequentemente, de tirar apontamentos nas aulas?
11 - Participa nas aulas, expondo as suas duvidas ou os seus pontos de vista sobre a matéria?
12 - Esforça-se por manter uma boa relação com o professor e com os colegas?
13 - Lê os textos (apostilas) sem fazer anotações, esquemas ou resumos pessoais?
14 - Realiza, algumas vezes, leituras e investigações, por livre iniciativa?
15 - Sabe como elaborar corretamente um trabalho escrito?
16 - Preocupa-se mais em memorizar do que em compreender?
17 - Costuma utilizar a auto-avaliação para orientar o seu estudo?
18 - Revê atentamente os tópicos fundamentais da matéria, antes de cada prova?
19 - Tem sempre o cuidado de apresentar os seus trabalhos e os seus testes sem erros (gramaticais ou ortográficos)?
20 - Atribui mais vezes aos outros do que a si próprio a responsabilidade pelos seus fracassos?
Para saber o resultado do seu teste, dê um ponto a cada resposta «SIM» as perguntas nº. 2, 3, 7, 9, 11, 12, 14, 15, 17, 18 e 19. Dê, igualmente, um ponto a cada resposta «NÃO», as perguntas nº. 1, 4, 5, 6, 8, 10, 13, 16 e 20.
Some, em seguida, o conjunto desses pontos.
- Se obteve menos de 7 pontos, você pertence ao grupo dos estudantes em risco de insucesso. Precisa de (re)aprender a estudar.
- Se obteve entre 7 e 13 pontos, você pertence a categoria dos estudantes que, em regra, conseguem alcançar classificações positivas. Mas, se ambiciona ir mais longe, tem ainda muito a modificar nos seus hábitos de trabalho.
- Se obteve mais de 13 pontos, você está no bom caminho. Continue a aperfeiçoar-se. É sempre possível fazer melhor.
A GESTÃO DO TEMPO
O TEMPO DE ESTUDO
É natural e até saudável que um estudante ocupe parte do seu tempo com a música, o esporte ou o convívio social. Mas o estudante que deseja preparar o seu futuro tem de consagrar também uma boa parcela de tempo aos estudos.
O estudo e as outras ocupações podem ser conciliados. Ninguém precisa de renunciar à vida para ser bom estudante. Cabe a cada um optar e estabelecer a sua escala de prioridades, isto é, fazer uma gestão racional do tempo, dedicando a cada tarefa o tempo que ela merece.
Um jovem com metas ambiciosas terá sempre de investir mais tempo no estudo do que nas outras ocupações.
Se compararmos o rendimento de duas pessoas com capacidades intelectuais semelhantes, veremos que vai mais longe aquela que dedica mais horas ao estudo.
Acontece até que muitos estudantes de ritmo lento (tipo «tartaruga») chegam a superar colegas rápidos (tipo «lebre»), só porque começam mais cedo e são mais regulares na sua corrida.
É desejável que se dê ao estudo individual um mínimo de 10 horas, em média, por semana. Mas claro que não basta gastar muitas horas em frente dos livros e dos cadernos. Devem investir-se no estudo as horas mais rentáveis e fazer pausas, sempre que necessário. Igualmente importante é cuidar do local de trabalho. Apenas um lugar calmo, arrumado e confortável permite a concentração e o melhor aproveitamento do tempo dedicado ao estudo.
AS HORAS MAIS RENTÁVEIS
O estudo é uma atividade «ciumenta» que exige as melhores horas do dia. Quais são essas horas? Cada pessoa tem os seus ritmos biológico e intelectual próprios. Muitos fatores entram em jogo: o temperamento, os hábitos individuais e as condições exteriores. Não se pode generalizar em excesso. Assim, compete ao estudante observar-se e descobrir as suas horas mais rentáveis, as horas em que, por norma, se sente com mais energia e capacidade de assimilação.
As horas mais rentáveis devem ser aproveitadas para «atacar» em força o trabalho difícil. O trabalho mais fácil ou interessante pode ser deixado para ocasiões de menos energia.
Há dois momentos pouco recomendáveis para grandes esforços intelectuais: depois de refeições pesadas e antes de dormir.
Logo a seguir a uma refeição mais pesada, a capacidade de concentração diminui. A digestão física é inimiga das digestões intelectuais. Por isso se recomendam refeições ligeiras antes de grandes esforços, como, por exemplo, a realização de uma prova de avaliação.
Também antes de dormir deve ser evitado o esforço intelectual intenso, porque perturba o sono e acaba por prejudicar o equilíbrio físico indispensável ao rendimento escolar. Pouco antes de dormir, convirá executar apenas simples trabalhos para casa (T.P.C.), recomendados pelos professores, ou fazer uma revisão ligeira da matéria já aprendida.
PAUSAS NOS ESTUDOS
Quando se está há muito tempo com a mesma tarefa, quando a atenção começa a divagar ou quando se emperra numa dificuldade, é vantajoso fazer uma pausa no trabalho. Aproveitando o fim de um capítulo, o estudante pode fazer um intervalo ou mudar de assunto.
FAZER INTERVALOS
Para aprender é necessário empenhar-se com entusiasmo, durante um tempo mínimo (cerca de meia hora), mas não se deve forçar até «estourar o motor».
Quanto tempo seguido se deve trabalhar? Tudo depende da matéria e da capacidade do indivíduo. Os especialistas aconselham o estudo em «pequenas etapas», em pequenos períodos de esforço intenso e concentrado. De vez em quando, será útil prolongar o trabalho por várias horas. Mas, habitualmente, três horas com um ou dois intervalos rendem mais do que três horas seguidas. A regra geral pode ser esta: dez minutos de intervalo por cada hora de estudo.
Pequenos intervalos de repouso facilitam a aprendizagem e a memorização.
Várias experiências confirmam que, por exemplo, para memorizar listas de vinte números de igual dificuldade, um indivíduo precisa de ler, em média, onze vezes, se não fizer intervalos. Em contrapartida, se fizer paragens de dez minutos entre cada leitura, precisará apenas de ler cinco vezes...
Nos curtos períodos de intervalo, o estudante pode levantar-se, passear um bocado ou fazer alguns exercícios físicos. São de evitar todas as atividades que distraiam ou desmobilizem, como ver televisão. Durante o tempo de estudo, mesmo nos pequenos intervalos, a televisão, facebook e afins devem merecer «cartão vermelho».
MUDAR DE ASSUNTO
Para quebrar a monotonia e evitar a saturação, o estudante tem duas hipóteses: ou faz um intervalo, como já dissemos, ou muda de assunto.
Uma nova tarefa ou o estudo de uma disciplina diferente podem estimular o interesse, despertar a atenção e fazer subir o rendimento.
Cuidado, porém! É inconveniente mudar para outra disciplina semelhante à que se estava a estudar, porque isso irá causar confusões. Estudar, sem intervalos de descanso, disciplinas de tipo semelhante, na forma ou no conteúdo (por exemplo, Inglês e Francês), perturba a retenção e favorece o esquecimento. Matérias parecidas interferem umas com as outras, «atrapalham-se» mutuamente.
Conteúdos diferentes (por exemplo, História e Matemática) são mais facilmente aprendidos
e recordados, porque há menos interferências
Para confirmar o que foi dito, basta dar um exemplo com números de telefone: é mais fácil a confusão entre 362331 e 363123 do que a confusão entre 362331 e 544080, porque os primeiros números são muito semelhantes. Intercalar matérias diferentes no estudo é um processo de evitar a fadiga sem perder o rendimento.
A EFICÁCIA DE UM PLANO DE ESTUDOS
Um processo simples que permite aproveitar melhor o tempo é elaborar um horário semanal para o estudo.
Interessa um horário realista que se ajuste às necessidades individuais e possa ser cumprido. O horário deve ser flexível e ter em conta, em cada semana, os compromissos inadiáveis das várias disciplinas. Para não esquecer esses compromissos (trabalhos para casa ou testes), o melhor será usar uma agenda.
Não é fácil fazer nem cumprir um horário, mas vale a pena tentar. O horário não é uma prisão ou uma «camisa de forças», de onde não se possa fugir. O horário é um guia que leva o estudante a trabalhar com regularidade. O trabalho regular (de preferência, todos os dias, às mesmas horas, no mesmo local) representa um exercício de autodisciplina e uma segurança contra imprevistos.
O EXERCÍCIO DA AUTODISCIPLINA
Um estudante que obedece a um horário aprende a disciplinar-se. Não faz apenas o que lhe apetece, quando tem disposição. Não é escravo dos caprichos ocasionais. Não cede tão facilmente às tentações do exterior. Concentra-se e cumpre, em cada momento, a tarefa que impôs a si próprio: «agora estudo, logo farei outras coisas...». A autodisciplina é um trunfo fundamental para o sucesso nos
estudos e na vida. Uma pessoa metódica e organizada poupa tempo e energias. Os bons hábitos, adquiridos agora, rendem juros elevados no futuro.
SEGURANÇA CONTRA IMPREVISTOS
Há sempre jovens pouco estudiosos que gostam de criticar os colegas mais trabalhadores, como se estudar fosse pecado. A esses jovens trocistas é oportuno lembrar a velha história da cigarra e da formiga. O trabalho pode implicar alguma dose de sacrifício, mas traz as suas recompensas. O trabalho regular é a única prevenção eficaz contra a fadiga, as confusões e o medo sofridos por quem guarda o estudo para a última hora
ATIVIDADES EXTRA-ESCOLARES
Um estudante que se preza dá prioridade ao trabalho escolar. Isso não significa que viva afogado em obrigações, que seja «escravo do dever» e sacrifique todas as ocupações extra-escolares. A escola não é, nem pretende ser, a única coisa existente na vida de uma pessoa.
A questão está em saber selecionar as atividades (desportivas, culturais ou sociais) mais apropriadas para aproveitar os tempos livres, os fins-de-semana e as férias, de modo a não desperdiçar inutilmente as horas. Praticar esportes? Frequentar cinemas? Ver televisão? Dedicar-se à leitura, à fotografia, à música ou à dança? Fazer coleções? Integrar-se num clube ou numa associação? Meter-se num grupo de ação social? Depende dos gostos, do tempo disponível e, por vezes, das possibilidades econômicas.
EM RESUMO
Se deseja gerir bem o seu tempo
- Estabeleça prioridades.
- Dê a cada atividade da sua vida o tempo que ela merece.
- Aproveite as suas horas de maior energia para «atacar» o trabalho mais difícil.
- Não prolongue demasiado os períodos de esforço intelectual.
- Faça pequenos intervalos de descanso.
- Evite estudar duas disciplinas de conteúdos semelhantes, uma a seguir à outra.
- Esforce-se por ter um local de estudo calmo, arrumado e confortável.
- Elabore um horário pessoal que o ajude a estudar com regularidade.
- Escolha ocupações extra-escolares que favoreçam a saúde, o convívio e o contato com o mundo do trabalho.
(Extraído do livro APRENDER A ESTUDAR - António Estanqueiro)
Física - Notação Científica
Para expressar grandezas muito grandes ou muito pequenas frequentemente encontradas na física usamos a notação científica, que emprega potências de 10.
A potência de dez é utilizada para abreviar múltiplos (ou submúltiplos) de dez. Assim:
100 = 10 x 10;
1000 = 10 x 10 x 10;
100000 = 10 x 10 x 10 x 10 x 10.
Para escrevermos estes números de uma maneira abreviada, basta indicar o número de dezenas envolvidas na multiplicação com um pequeno número (expoente) no alto da potencia de 10.
Logo, se 100 = 10 x 10, podemos dizer que 100 = 102. Da mesma maneira 1000 = 103, e 100000 = 105.
Nestes exemplos o expoente é igual ao número de zeros.
Para os submúltiplos de dez, também utilizamos o sistema exponencial. Assim:
0,01 = 1/10 x 1/10 ;
0,001 = 1/10 x 1/10 x 1/10
0,00001 = 1/10 x 1/10 x 1/10 x 1/10 x 1/10
Neste caso, para abreviar esses números indicamos o número de casas decimais com expoente negativo no alto da potencia de 10.
Assim, se 0,01 = 1/10 x 1/10, podemos dizer que 0,01 = 10-2 . Da mesma maneira, 0,001 = 10-3 e 0,00001 = 10-5.
Para escrever um número em notação científica devemos obedecer ao seguinte formato: A x 10B onde A deve ser um número que esteja entre 1 e 9 , ou seja, deve ser maior ou igual a 1 e menor que 10 e B o número de zeros (ou casas decimais se o expoente for negativo) do número.
Vamos ver alguns exemplos:
40 é igual a 4 vezes 101, então em notação científica representa-se 40 = 4 x 101.
15000 é igual a 15 vezes 1000, ou 1,5 vezes 10000. Como 10000 que é igual 104, então em notação científica representa-se 15000 = 1,5 x 104.
0,2 corresponde a 2 dividido por 10, ou 2 multiplicado por 0,1 que corresponde a 1/10. Como 1/10 pode ser representado por 10-1, então em notação científica representa-se 0,2 = 2 x 10-1.
Notamos então que fica muito mais fácil de representar números muito grandes ou muito pequenos utilizando a notação científica e a potencia de dez.
Abaixo temos mais alguns números expressos em notação científica:
1 000 000 = 10 x 10 x 10 x 10 x 10 x 10 = 106 mega
100 000 = 10 x 10 x 10 x 10 x 10 = 105
10 000 = 10 x 10 x 10 x 10 = 104
1 000 = 10 x 10 x 10 = 103 quilo
100 = 10 x 10 = 102
10 = 10 = 101
1 = 1 = 100
0,1 = 1/10 = 10-1
0,01 = 1/100 = 10-2 centi
0,001 = 1/1000 = 10-3 mili
0,0001 = 1/10 000 = 10-4
0,00001 = 1/100 000 = 10-5
Tabela 1
Como se pode ver, cada prefixo representa uma certa potência de 10, sendo usado como um fator multiplicativo. Incorporar um prefixo a uma unidade do SI tem o efeito de multiplicar a unidade pelo fator correspondente. Assim, podemos expressar uma certa potência elétrica como
1,27 X 109 watts = 1,27 gigawatt = 1,27 GW
ou um certo intervalo de tempo como
2,25 X 10-9 s = 2,25 nanossegundos = 2,25 ns.
Alguns prefixos, como usados em mililitro, centímetro, quilograma e megabyte, são provavelmente conhecidos e familiares para você que esta lendo esta postagem.
100 = 10 x 10;
1000 = 10 x 10 x 10;
100000 = 10 x 10 x 10 x 10 x 10.
Para escrevermos estes números de uma maneira abreviada, basta indicar o número de dezenas envolvidas na multiplicação com um pequeno número (expoente) no alto da potencia de 10.
Logo, se 100 = 10 x 10, podemos dizer que 100 = 102. Da mesma maneira 1000 = 103, e 100000 = 105.
Nestes exemplos o expoente é igual ao número de zeros.
Para os submúltiplos de dez, também utilizamos o sistema exponencial. Assim:
0,01 = 1/10 x 1/10 ;
0,001 = 1/10 x 1/10 x 1/10
0,00001 = 1/10 x 1/10 x 1/10 x 1/10 x 1/10
Neste caso, para abreviar esses números indicamos o número de casas decimais com expoente negativo no alto da potencia de 10.
Assim, se 0,01 = 1/10 x 1/10, podemos dizer que 0,01 = 10-2 . Da mesma maneira, 0,001 = 10-3 e 0,00001 = 10-5.
Para escrever um número em notação científica devemos obedecer ao seguinte formato: A x 10B onde A deve ser um número que esteja entre 1 e 9 , ou seja, deve ser maior ou igual a 1 e menor que 10 e B o número de zeros (ou casas decimais se o expoente for negativo) do número.
Vamos ver alguns exemplos:
40 é igual a 4 vezes 101, então em notação científica representa-se 40 = 4 x 101.
15000 é igual a 15 vezes 1000, ou 1,5 vezes 10000. Como 10000 que é igual 104, então em notação científica representa-se 15000 = 1,5 x 104.
0,2 corresponde a 2 dividido por 10, ou 2 multiplicado por 0,1 que corresponde a 1/10. Como 1/10 pode ser representado por 10-1, então em notação científica representa-se 0,2 = 2 x 10-1.
Notamos então que fica muito mais fácil de representar números muito grandes ou muito pequenos utilizando a notação científica e a potencia de dez.
Abaixo temos mais alguns números expressos em notação científica:
1 000 000 = 10 x 10 x 10 x 10 x 10 x 10 = 106 mega
100 000 = 10 x 10 x 10 x 10 x 10 = 105
10 000 = 10 x 10 x 10 x 10 = 104
1 000 = 10 x 10 x 10 = 103 quilo
100 = 10 x 10 = 102
10 = 10 = 101
1 = 1 = 100
0,1 = 1/10 = 10-1
0,01 = 1/100 = 10-2 centi
0,001 = 1/1000 = 10-3 mili
0,0001 = 1/10 000 = 10-4
0,00001 = 1/100 000 = 10-5
0,000001 = 1/1 000 000 = 10-6 micro
Também por conveniência, quando lidamos com grandezas muito grandes ou muito pequenas usamos os prefixos da Tabela 1.
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Motivação - Vocês conseguem!!!!!!!!!!!!!
Olá a todos(as) que vem acompanhando esse singelo material que nos disponibilizamos para vocês através deste blog.
Mas essa postagem aqui é um pouquinho diferente ela não vem falar sobre aulas, vídeo aulas, etc.
Ela vem falar para cada um de vocês, que seus sonhos são possíveis de serem realizados.
Não que seja para passar uma mensagem puramente filosófica, mas sim que se "vocês caírem 100 vezes e tentarem levantar sempre, acabarão alcançando o sucesso".
Nick Vujicic
Tony Melendez
Não desistam de seus sonhos, lutem por eles, acreditem é possível!!!
Nos vídeos abaixo vocês vão conhecer dois sujeitos um chamado Nick Vujicic e o outro Tony Melendez, espero que a mensagem que eles tem a passar seja de alguma utilidade para vocês.
Nick Vujicic
Tony Melendez
A ATITUDE PSICOLÓGICA DO ESTUDANTE
A atitude psicológica do estudante, no processo de aprendizagem, pode favorecer ou dificultar o sucesso.
Os estudantes que adotam uma atitude negativa encontram defeitos na escola, nos programas, nos livros e nos professores. Para eles, estudar é um «frete», uma obrigação triste e penosa. Desinteressados ou resignados, inventam desculpas para adiar o trabalho e fazer o menos possível. Sem autoconfiança, muitas vezes desanimam e desistem de lutar, aos primeiros obstáculos. São pessimistas. O seu rendimento é baixo ou nulo.
Os estudantes que adotam uma atitude positiva vêem no estudo uma ponte que os conduzirá à meta desejada. Com motivos de interesse e autoconfiantes, sentem alegria e até entusiasmo por aquilo que fazem. Apesar das dificuldades, persistem no trabalho. São otimistas. Têm um rendimento bom ou elevado.
Duas pessoas, de capacidades semelhantes, alcançam resultados muito diferentes pela forma, positiva ou negativa, como encaram o estudo. A motivação, a autoconfiança e a persistência fazem subir o rendimento.
1 Motivação
Sem motivação nada se faz.
Com motivação, tudo é mais fácil e mais rápido.
O estudante, como o professor, o médico, o operário ou o desportista, precisa de
ter ou criar motivos de interesse para realizar bem as suas tarefas.
O segredo do sucesso está na motivação.
1.1 A força da motivação
A motivação é uma força que ativa e dirige o comportamento.
Para vencer na escola, o estudante deverá possuir uma motivação forte, embora não excessiva. Uma motivação elevada desperta o desejo de aprender. Ao contrário, uma motivação demasiado elevada, com base na expectativa de grandes prêmios ou castigos, conduz à ansiedade e ao medo de falhanço, o que tolhe a inteligência e prejudica o rendimento.
Sem motivação não há truques eficientes: aprende-se pouco e esquece-se depressa. Havendo motivos de interesse, os assuntos neutros, «escuros» ou «amargos» ganham uma «cor» e um «sabor» agradáveis.
A motivação é um acelerador da aprendizagem e um travão do esquecimento.
1.1.1 Acelerador da aprendizagem
Se pedirmos a dois estudantes que decorem uma lista de palavras, concluiremos que o estudante motivado aprende melhor.
Um estudante motivado concentra-se no trabalho. Não se dispersa nem interrompe o estudo. Muitas vezes, nem dá pelas horas que passam, pois não sente cansaço nem aborrecimento.
Quando há interesse e desejo de aprender, avança-se mais depressa. A aprendizagem com motivação nunca está em «ponto morto».
1.1.2 Travão do esquecimento
O esquecimento depende, em grande parte, das motivações da pessoa. Freud afirma que esquecemos aquilo que inconscientemente desejamos esquecer. Afinal, o cérebro é um «computador» com uma memória seletiva, movida por interesses.
A memória guarda a informação de acordo com a tonalidade (agradável ou desagradável) que ela tem para o estudante. Tudo o que é significativo e interessante permanece mais tempo na memória e pode ser recordado com facilidade. Por isso conservamos, na nossa memória, alguns fatos importantes da nossa vida ou algumas ideias mais atraentes. O que é indiferente entra na gaveta do esquecimento ou das vagas lembranças.
1.2 Os reforços do interesse
Todo o jovem sofre «faltas de apetite» pelo estudo e precisa de estímulos para combater o «fastio» escolar. Quando a motivação enfraquece, o aluno precisa de um reforço. Os estímulos ou reforços podem surgir por iniciativa dos educadores ou por iniciativa dos próprios estudantes.
1.2.1 Castigos e prêmios dos educadores
Os educadores (professores e pais) costumam tomar a iniciativa de reforçar o interesse dos jovens pelo estudo. Umas vezes, usam estímulos negativos ou castigos (censuras, ameaças...). Outras vezes, oferecem estímulos positivos ou prêmios (elogios, prendas...).
Desejando o melhor para os seus filhos, alguns pais chegam ao exagero de lhes dar um «salário» proporcional às classificações alcançadas nos testes. Quanto melhor for a nota mais dinheiro oferecem! Este processo, apesar das boas intenções, corre o risco de transformar o estudo num negócio pouco recomendável.
Os bons educadores estão mais atentos aos esforços do aluno do que às classificações e sabem oferecer estímulos adequados à circunstância. Não hesitam em aplicar um castigo para travar comportamentos indesejáveis. Mas preferem encorajar, pois reconhecem que os prêmios não os castigos, podem criar o gosto de aprender.
1.2.2 Estímulos criados pelo estudante
O estudante não deve esperar tudo dos «empurrões» dados pelos educadores. Não deve esperar que sejam apenas os outros a reforçar a sua motivação. Ele pode alimentar o seu interesse pelo trabalho, criando os seus próprios estímulos.
Depois de terminar bem uma tarefa difícil ou conseguir uma boa nota, o estudante pode oferecer a si próprio algo que lhe agrade. Ver um bom programa de televisão, ir a uma festa ou ao cinema, dar um passeio, sair com os amigos — eis alguns exemplos de pequenas recompensas para o trabalho realizado.
Parece simplista, mas é eficaz. Um incentivo, por pequeno que seja, traz um novo alento. O que importa é não se deixar cair na rotina de recompensar sempre e da mesma maneira todos os esforços. Os prêmios devem ser incentivos proporcionais ao esforço. Que diríamos de alguém que prometesse a si próprio uma ida ao cinema por cada nota positiva?!
Os prêmios não precisam de ser materiais. O estudante pode considerar estimulo suficiente a satisfação pessoal de aprender coisas novas ou a alegria de agradar aos pais e professores ou ainda o prazer de conseguir respeito, estima e consideração por parte dos outros.
1.2.3 Pensar no futuro
Muitos alunos vivem apenas o presente e não querem saber do futuro. Procedem melhor aqueles que têm o «hábito mental» de pensar no futuro e nas vantagens que os estudos podem proporcionar. Pensar no sucesso futuro pode ser um forte incentivo para o trabalho.
Para um aluno, o estudo é uma forma de realização pessoal e social e, acima de tudo, uma garantia de vida mais segura. De fato, o estudo permite obter determinados conhecimentos e qualificações que tornam mais fácil o acesso ao mercado de trabalho, por mérito próprio.
«Bastam um bom padrinho e uma boa cunha»—pensarão algumas pessoas. Em alguns casos, infelizmente, esta prática ainda se verifica. Mas nem sempre funciona e, mesmo quando funciona, de pouco serve se o indivíduo não provar a sua competência e as suas habilitações. Um curso não dá emprego, mas dá mais hipóteses de saídas profissionais e de melhor salário. As pessoas habilitadas e competentes são mais procuradas e mais bem pagas. Isto acontece em todo o mundo.
Um estudante responsável não estuda apenas pelo prazer dos prêmios ou pelo medo dos castigos imediatos. Ele sabe que não está a fazer um «jeito» aos professores ou à família. Ele acredita que está a construir o seu próprio futuro. É isso que o motiva.
2 Autoconfiança
Perante uma dificuldade ou um pequeno fracasso, a atitude dos estudantes com autoconfiança é levantar a cabeça e não desesperar: «sou capaz; vou fazer melhor».
A autoconfiança é uma atitude psicológica saudável que faz aumentar o interesse pelo estudo e diminuir as angústias e tensões próprias dos momentos difíceis (avaliações escritas, avaliações orais ou intervenções nas aulas).
A atitude de autoconfiança não se deve confundir com a arrogância daqueles que se consideram possuidores de talentos especiais ou protegidos da «estrelinha da sorte», como se para eles fosse possível o «milagre» de saber sem estudar. O excesso de confiança prejudica a aprendizagem, porque não conduz ao esforço. E, sem esforço, não se aprende.
2.1 0 medo do fracasso
Os estudantes sem autoconfiança valorizam excessivamente as suas limitações.
Pensam mais nos seus pontos fracos do que nas suas qualidades. Menosprezam-se. Duvidam de si mesmos. Julgam-se até incompetentes, quando se comparam com os melhores colegas da turma.
Bloqueados pelo medo do fracasso, os estudantes sem autoconfiança antecipam o fracasso. Vendo-se como incapazes, desistem ou deixam correr as coisas, à espera que outros resolvam os seus problemas. Não acreditam que valha a pena o esforço.
O medo do fracasso tem origem, muitas vezes, na falta de estímulos positivos e no abuso dos castigos por parte de alguns pais e professores. Exigência excessiva e repreensões permanentes criam ansiedade e matam a autoconfiança.
Alguns educadores têm de mudar de atitude: encorajar mais e punir menos. Mas também o estudante pode fazer alguma coisa para conquistar a autoconfiança.
2.2 A construção da confiança
As pessoas autoconfiantes, apesar de reconhecerem as suas limitações, valorizam as suas capacidades. Não alimentam complexos de inferioridade. Sentem amor-próprio, auto-estima, orgulho de si mesmas.
A autoconfiança nem sempre depende de nós. Mas, no geral, ela constrói-se, passo a passo, com pequenos êxitos, baseados no esforço diário.
À autoconfiança são essenciais o saber e a consciência do dever cumprido. Nada de ilusões! Depois de cumprido o dever, dois «exercícios mentais» ajudarão o estudante a construir a sua autoconfiança: lembrar resultados positivos e acreditar no sucesso.
2.2.1 Lembrar resultados positivos
Mesmo os estudantes com frequentes notas baixas tiveram já alguns resultados positivos que atestam as suas capacidades.
Lembrar e valorizar esses resultados positivos acalma apreensões e favorece a autoconfiança. Afinal, quem já conseguiu vencer algumas vezes não tem razões para se desprezar nem para alimentar medos excessivos. Quem já venceu pode voltar a vencer.
2.2.2 Acreditar no sucesso
A auto-sugestão tem poder real. Acreditar no sucesso atrai o sucesso. Pensar no fracasso atrai o fracasso.
Os «sonhos» positivos, desde que não paralisem o esforço, ajudam a enfrentar dificuldades, com serenidade. É eficiente o «espírito de vitória», o «espírito ganhador» de que tanto falam os desportistas. No momento de uma prova, vale a pena dizer a si mesmo, com convicção: «sou capaz; tudo sairá bem».
3 Persistência
Um atleta sabe que, para atingir vitórias desportivas, não lhe basta confiar nas capacidades do seu treinador. Não é o treinador que mete golos ou bate recordes! Do mesmo modo, um estudante, para garantir o sucesso, não deve descansar no empenho dos seus pais ou na competência dos seus professores. Pais, professores e explicadores podem facilitar, orientar e estimular a aprendizagem, mas não podem substituir o esforço do estudante. Não há «milagres» sem trabalho.
Claro que ninguém é obrigado a subir a escada do sucesso até ao último degrau. Porém, se uma pessoa tem ambições, não deve desistir antes do tempo.
3.1 Seguir o curso adequado
Torna-se necessário, antes de mais, ter objetivos certos e seguir o curso adequado.
Quando um estudante escolhe o curso certo, de acordo com os seus interesses, aptidões e capacidades, orienta melhor a sua caminhada e vence mais facilmente os obstáculos.
Para uma escolha acertada, é valioso o conselho sereno e competente de um profissional (professor, psicólogo, orientador vocacional). Esse conselho não será mágico nem infalível, mas ajuda a encontrar uma direção.
Não podemos ser todos engenheiros ou doutores. Existem muitas alternativas e nem sempre é melhor aquilo que se imaginou ser o melhor. Um curso profissional ou técnico pode ser preferível a um curso superior. Alguns cursos, à primeira vista menos apetecíveis, acabam por permitir uma plena realização pessoal.
Os estudantes que, por sugestão dos pais ou por teimosia própria, seguem cursos inadequados às suas aptidões precisam de coragem para mudar de rumo. Como diz o poeta Goethe: «nem todos os caminhos são para todos os caminhantes».
3.2 Não desistir cedo demais
Em cada ano lectivo e, sobretudo, na grande maratona que é tirar um curso surgem momentos de desanimo. São naturais as tentações de desistência. Porém, se o curso foi bem escolhido e os métodos de trabalho estão corretos, não é razoável rejeitar disciplinas ou abandonar estudos.
Quem tem objetivos convenientemente assumidos não deve perdê-los de vista, de animo leve, só porque encontra um professor menos simpático ou uma matéria mais complicada.
Quantas pessoas conhecemos que desistiram cedo demais e vieram a arrepender-se?
Ninguém prepara o seu futuro dando-se ao luxo de fazer apenas o que lhe agrada, quando lhe apetece. Não há carreira sem passagens duras. «Não há vitórias sem sofrimento», como afirmam os desportistas.
Persistir não é teimar cegamente. É ter vontade e coragem de não ceder às primeiras dificuldades. Sem persistência, ninguém consegue chegar longe. O rio só atinge o mar porque aprende a contornar os obstáculos.
Em resumo:
Se deseja cultivar uma atitude psicológica favorável à aprendizagem
- Descubra motivos de interesse no trabalho escolar.
- Utilize a seu favor a força da motivação.
- Pense no seu futuro.
- Não estude apenas pelo prazer dos prêmios ou pelo medo dos castigos imediatos.
- Seja autoconfiante. Valorize as suas capacidades, não as suas limitações.
- Enfrente as dificuldades com «espírito ganhador».
- Acredite no sucesso.
- Siga um curso de acordo com os seus interesses e aptidões.
- Peça conselho para escolher bem.
- Não se deixe vencer pelos momentos de desânimo. Seja persistente.
(Extraído do livro APRENDER A ESTUDAR - António Estanqueiro)
APRENDIZAGEM E MEMÓRIA
Quando chega a hora de prestar provas, alguns estudantes ficam perturbados com a sua falta de memória: «está mesmo debaixo da língua»; «não percebo o que aconteceu, esqueci tudo».
Muitas vezes, a memória falha, porque a aprendizagem foi feita sem motivação. Outras vezes,
falha, porque a aprendizagem foi feita sem método. Melhorando a motivação e o método, a memória ganha eficiência.
O método proposto é uma síntese de várias técnicas de estudo, baseadas na psicologia da aprendizagem. Consta de três etapas: captação, auto-avaliação e revisão.
1 Captação
A captação é a primeira etapa.
Ler um texto, ouvir um professor e observar a realidade são formas diferentes de captação.
Uma boa captação dos assuntos implica:
- compreender, antes de decorar;
- organizar as ideias;
- relacionar os conhecimentos.
A memória tem de ser apoiada pela inteligência que compreende, organiza e relaciona.
1.1 Compreender
Há coisas que um estudante precisa de decorar como, por exemplo, o alfabeto, verbos de uma língua estrangeira, regras de gramática, expressões técnicas e fórmulas de Física ou Matemática.
Para decorar, existem várias técnicas. Alguns estudantes repetem a matéria em voz alta. Outros gravam fitas que ouvem mecanicamente. Outros ainda inventam cantilenas, artifícios, truques...
Tudo isto pode resultar, mas resulta por pouco tempo, se não existir compreensão da matéria que se pretende aprender.
Uma boa captação não é o simples registo mecânico dos assuntos, como se fôssemos gravadores de som e imagem. Só as coisas compreendidas entram na memória «a longo prazo».
Decorar sem compreender é uma técnica que deixa as coisas «presas por alfinetes». É, por isso, uma técnica muito falível, mesmo para quem deseja apenas aprender para «despejar» numa prova. A memória põe de lado o que não compreende e não considera útil.
O estudante que decora sem compreender faz um esforço inglório e desperdiça o seu tempo. Frequentemente «baralha» as coisas e nem sequer tem consciência dos erros que comete. Qualquer professor experiente vê, de imediato, que ele fez um «enchido», uma «acumulação mecânica» e não sabe aquilo que diz.
Antes de decorar, é necessário compreender a matéria, perceber o seu significado e a sua aplicação.
1.2 Organizar
Comecemos por uma simples experiência, com base em três listas de dez palavras cada.
Leia a lista A, uma vez. Agora, sem olhar a lista, escreva, por ordem, todas as palavras, numa folha de papel.
Em seguida, proceda do mesmo modo com a lista B e a lista C.
Compare os resultados.
Afinal, o que aconteceu?
- É provável que se tenha lembrado de todas as palavras da lista A, pois constituem uma frase completa, um todo organizado.
- Quanto à lista B, talvez tenha falhado alguma coisa. Trata-se de uma lista de palavras soltas, embora seja possível estabelecer uma certa ligação dessas palavras em torno da ideia-chave «supermercado» ou «compras».
- Quanto à lista C, naturalmente os resultados serão menos satisfatórios, porque as palavras não têm, à primeira vista, qualquer ligação entre si.
Esta experiência mostra que a capacidade de aprender e recordar aumenta quando os assuntos são bem estruturados e fazem sentido. Memoriza-se melhor um todo ordenado do que fragmentos isolados. É por isso que os autores dos manuais se preocupam em arrumar bem a matéria, para que os estudantes a captem melhor.
A memória imediata e espontânea capta facilmente o que é simples e agradável. A memória ativa ou intencional obriga a pessoa a organizar e a arrumar as suas ideias, no «ficheiro cerebral», de modo a poder conservá-las.
Construir uma casa não é amontoar tijolos. Do mesmo modo, aprender não é amontoar ideias dispersas no cérebro, como se fosse um cofre qualquer. Aprender é saber «arquivar» os conhecimentos com organização.
Organizar as ideias implica, entre outras, duas condições básicas:
- Descobrir e fixar a ideia-base, a regra ou o principio organizador da matéria. O cérebro guarda melhor as informações arrumadas em torno da ideia principal. De pouco vale o esforço, se não se capta o essencial.
- Não perder de vista o todo. Quando a matéria é complexa ou em grandes quantidades, é aconselhável dividi-la em partes e captar uma de cada vez. Porém, não se deve perder a ligação de cada parte com o todo. Para tal, poder-se-á fazer uma rápida revisão da matéria já aprendida, antes de partir para novas aprendizagens.
1.3 Relacionar
Um bom processo de aprendizagem, que facilita a memorização, é relacionar a matéria nova com todos os conhecimentos já adquiridos.
Os conhecimentos inter-relacionados, integrados uns nos outros, tornam-se mais seguros. As aprendizagens novas não «voam» se forem amarradas às mais antigas. Daí a eficácia de situar a matéria nova no conjunto do que já conhecemos.
Não há disciplinas nem conhecimentos independentes. O saber é um todo, como o corpo humano é um todo. Aquilo que se sabe de uma disciplina pode servir para outra. Por isso, um estudante inteligente aproveita sempre os seus conhecimentos anteriores e a sua experiência para fundamentar novas aprendizagens. Perante uma nova matéria, um estudante inteligente reflete e relaciona: «isto faz-me pensar em...», «isto funciona como...», «isto opõe-se a...».
Por um efeito de transferência positiva, conhecimentos anteriores bem assimilados facilitam a captação e dificultam o esquecimento. Isto quer dizer que quanto mais sólidas forem as bases maior garantia existe de o aluno captar os assuntos de uma forma eficiente. Quem tem boas bases tem maiores facilidades.
2 Auto-avaliação
A segunda etapa do método para a memorização é a auto-avaliação. Depois da captação de uma determinada matéria (um capítulo, por exemplo), o estudante ganha se fizer uma auto-avaliação ou exame a si próprio para tomar consciência do seu saber e da sua ignorância. Porque há grande diferença entre saber e julgar que se sabe!
A auto-avaliação é um termômetro para medir a aprendizagem e uma bússola para orientar o estudo.
2.1 Medir a aprendizagem
Para medir o seu nível de aprendizagem, o estudante deverá fechar o livro ou o caderno de apontamentos e tentar reproduzir, de forma pessoal (mentalmente, em voz alta ou por escrito), o essencial do que assimilou. É sugerido três processos eficientes de auto-avaliação. O estudante poderá inventar outros ou escolher um destes:
- Elaborar esquemas ou resumos e confrontá-los com o texto original.
- Resolver os exercícios apresentados nos manuais e verificar as soluções. sempre que as houver.
- Fazer perguntas a si próprio sobre os pontos mais significativos da matéria e redigir respostas claras e rigorosas. Escrever respostas permite verificar melhor o que se sabe e o que se ignora.
Para completar a auto-avaliação, o estudante poderá ainda preencher uma ficha deste tipo:
2.2 Orientar o estudo
A auto-avaliação (como a avaliação fornecida pelos professores, ao longo do ano) é uma bússola que ajuda a orientar o estudo, tornando-o mais eficiente. Várias experiências de psicologia atestam que uma pessoa, quando tem consciência do seu nível de conhecimentos, consegue uma aprendizagem mais rápida e profunda.O controle exato sobre a quantidade e a qualidade dos conhecimentos adquiridos permite os seguintes benefícios:
- Estimular o interesse. Ao verificar que sabe, o estudante prova a alegria de saber e aumenta o interesse pelo trabalho. Satisfeito e estimulado, aprende melhor e dificilmente desiste antes de atingir a meta.
- Corrigir pontos fracos. O estudante que conhece, a tempo, os seus pontos fracos, a matéria em que está «verde», pode remediar o problema com revisões ou novas tentativas de aprendizagem. Só quem conhece onde falhou e por que razão falhou tem hipóteses de corrigir os seus erros ou o próprio método de estudo.
- Evitar surpresas. Através da auto-avaliação, o estudante adquire uma imagem mais objectiva de si mesmo e poderá evitar aflições ou surpresas desagradáveis. Quem sabe o que vale não anda enganado nem estranha a avaliação do professor.
3 Revisão
Ponhamos a hipótese de que o estudante fez uma boa captação dos assuntos (1ª etapa) e verificou, através de uma auto-avaliação rigorosa (2ª etapa) , que sabe a matéria obrigatória para a prova de avaliação do dia seguinte. Pode dormir descansado! No entanto, se voltar a precisar da mesma matéria um mês depois, que acontecerá? Para responder, basta que cada um de nós pense no seguinte: «da matéria estudada há um mês, que quantidade seria capaz de recordar agora?»
Sempre que existe um longo intervalo entre a aprendizagem inicial e as provas, podemos ser atraiçoados pelo esquecimento. Para combater o esquecimento, faz falta a revisão.
A revisão é a terceira etapa do método para uma boa memorização. Ela não serve para aprender; serve para reaprender.
3.1 O fenômeno do esquecimento
O esquecimento é um fenômeno natural que atinge todas as pessoas. «Não é um fenômeno negativo, um simples buraco na memória», como diz Gusdorf. De fato, há coisas inúteis que vale a pena esquecer. Mas há coisas fundamentais que gostaríamos de não esquecer e esquecemos.
Que motivos nos levam a esquecer? Será que o tempo decorrido depois da aprendizagem faz empobrecer e deformar as lembranças como faz amarelecer as fotografias? Hoje, os investigadores da memória negam que o tempo, por si só, seja responsável pelo fenômeno do esquecimento. Atribuem
o esquecimento às interferências provocadas por outras atividades e às motivações do indivíduo.
3.1.1 As interferências
Todos sabemos, por experiência própria, que aquilo que se aprende em último lugar está, em geral, mais fresco na memória do que a primeira matéria estudada. É natural que se saiba melhor a matéria aprendida há um dia do que a matéria aprendida há um mês.
Isto significa que as novas aprendizagens inibem a recordação das mais antigas. A aprendizagem de coisas novas pode interferir na conservação das antigas.
Por vezes, acontece a situação contrária. Lembra-se com mais facilidade um conhecimento assimilado há mais tempo do que uma matéria recente. Basta que esse saber antigo esteja bem estruturado, bem consolidado na memória.
Conclui-se, assim, que a recordação das coisas antigas e seguras pode interferir na aprendizagem das novas.
É vulgar dizer-se que o primeiro tipo de interferência explica o esquecimento dos mais jovens, enquanto o segundo tipo explica o esquecimento dos mais velhos. Há uma boa parte de verdade nisso, mas não se pode esquecer o papel dos factores afetivos.
3.1.2 As motivações do indivíduo
As motivações do indivíduo explicam grande parte dos esquecimentos. A memória recusa-se a trazer ao consciente assuntos indiferentes, neutros ou desagradáveis. «A memória está sempre às ordens do coração»—diz Rivarol.
Os factores afetivos (gostos, desejos, interesses) estão na base da aprendizagem e da memória. Aquilo que não desperta o nosso interesse aprende-se com dificuldade e esquece-se depressa.
Um exemplo pode ajudar a compreender o papel das interferências e das motivações do indivíduo. Imagine que, numa festa, você é apresentado a 10 pessoas desconhecidas. Depois de ouvir o nome de todas elas, naturalmente recordará dois ou três nomes. E que nomes conservou? Se todos os nomes lhe foram indiferentes, é provável que, por efeito das interferências, se lembre melhor dos apresentados em último lugar. Mas, se você simpatizou com alguma pessoa em particular, recordará o seu nome por mais tempo, independentemente do momento em que lhe foi apresentado. Pode lembrar o primeiro e o quinto e ter esquecido o último nome, que deveria estar mais fresco na memória. É o efeito das motivações do indivíduo ou dos fatores afetivos.
3.2 Como refrescar a memória
Não se pode confiar na memória humana como se confia na memória de um computador, que conserva todas as informações entradas até ordem em contrário.
A memória humana é seletiva. Guarda com vivacidade apenas os conhecimentos mais significativos para a pessoa, permitindo que a maior parte caia no «saco» do esquecimento.
Mas atenção: esquecer não significa perder completamente aquilo que se aprendeu. A prova está no facto de que reaprender é mais fácil e mais rápido do que aprender pela primeira vez. Se já um dia soubemos bem a matéria, basta uma nova passagem para fazer reviver os conhecimentos que julgávamos mortos.
Com revisões adequadas, reaviva-se o aprendido. Refresca-se a memória. Reduz-se a percentagem dos esquecimentos.
3.2.1 Número de revisões
Vários investigadores, entre os quais se destaca Ebbinghaus, estudaram a velocidade do processo de esquecimento. Concluíram que o esquecimento é mais rápido logo que termina a aprendizagem. Depois, vai desacelerando à medida que decorre o tempo, até que esquecemos quase por completo.
Assim, as revisões devem ser periódicas e adequadamente espaçadas para conseguirem travar a velocidade do esquecimento.
A quantidade e os intervalos dos exercícios de revisão variam consoante o indivíduo e a matéria. Se o estudante deseja conservar um conhecimento para poder usá-lo pela vida fora, terá de revê-lo mais vezes.
Um bom esquema de revisões é o seguinte:
- Revisão inicial - uma revisão logo a seguir à captação é muito eficaz, porque ajuda a clarificar as ideias e a consolidar a aprendizagem. Uma recapitulação rápida da matéria, antes de pôr os livros de parte, fortalece a retenção.
- Revisões intermédias - podem ser feitas uma semana ou um mês depois da aprendizagem e têm por finalidade reavivar a matéria esquecida. Uma matéria super-aprendida (aprendida e revista várias vezes) fica mais segura e aprofundada. Quando mais se repete mais se aperfeiçoa.
- Revisão final - é a recapitulação geral dos tópicos essenciais, feita no próprio dia ou na véspera das provas. Mesmo os alunos que só estudam «à última hora» devem guardar uns minutos para a revisão final.
3.2.2 Processos de revisão
Para rever conhecimentos, servem dois processos:
- Praticar o aprendido. O processo mais eficiente para manter vivos os conhecimentos é usar a matéria e fazer exercícios práticos, sempre que possível (exemplos: a conversação em línguas estrangeiras e a resolução de problemas em Física e Matemática). Praticar é a melhor forma de não esquecer.
- Reler o essencial. O estudante, quando trabalha com método, faz sublinhados e anotações nos livros e, além disso, elabora apontamentos, onde regista o essencial da matéria. Para rever, sobretudo na altura das avaliações, basta reler o que antes se selecionou. Ler tudo de novo seria perda de tempo.
REVISÃO:
- Tente compreender, antes de decorar.
- Descubra e fixe a ideia-base das várias informações que deseja reter.
- Nunca perca de vista o todo, mesmo que tenha de dividir a matéria em partes para estudar melhor.
- Relacione a matéria nova com todos os conhecimentos já adquiridos. Amarre o novo ao antigo.
- Utilize a auto-avaliação para medir o seu nível de aprendizagem e orientar o estudo.
- Faça revisões periódicas para reavivar os conhecimentos.
(Extraído do livro APRENDER A ESTUDAR - António Estanqueiro)
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